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	<title>Convivência e Cultura de Paz &#187; cristiane</title>
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	<description>Núcleo Pólis de Cultura e Convivência de Paz</description>
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		<title>De 28 a 30 de agosto: TEIA Regional SP</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 21:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[A Comissão Paulista de Pontos de Cultura promove, pela primeira vez, uma mostra artística dos Pontos da cidade de São Paulo, realizando assim sua TEIA regional. A TEIA visa garantir a expressão da pluralidade brasileira na construção de uma memória presente, através das novas possibilidades de difusão e acesso à cultura. Nestes dias de encontro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Paulista de Pontos de Cultura promove, pela primeira vez, uma mostra artística dos Pontos da cidade de São Paulo, realizando assim sua TEIA regional. A TEIA visa garantir a expressão da pluralidade brasileira na construção de uma memória presente, através das novas possibilidades de difusão e acesso à cultura. Nestes dias de encontro os participantes poderão trocar experiências, interagir entre si, vivenciando a cultura paulistana de todas as formas. O encontro regional dos Pontos de Cultura também tem a perspectiva de envolver a comunidade local, contribuindo para gerar raízes e dinamizar a produção cultural local e sua atuação em rede. <br />
A atividade acontece em parceria com o Ministério da Cultura e a FUNARTE. A abertura terá a apresentação do grupo feminino de percussão Ilú Obá de Min e a participação de Célio Turino, Sérgio Mamberti e representantes da Comissão Nacional e Paulista dos Pontos de Cultura.<br />
<strong>Data:</strong> 28, 29 e 30 de agosto</p>
<p><strong>Local:</strong> Complexo da Funarte &#8211; Alameda Northmann, 1058 (próximo ao metrô Santa Cecília)<br />
<a href="http://forumpaulistadepontosdecultura.wordpress.com/">Veja a programação completa</a></p>
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		<title>Conviver em Paz # 15 &#8211; 31 de julho</title>
		<link>http://convivenciaepaz.org.br/boletins/conviver-em-paz-15-31-de-julho/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 02:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>

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		<description><![CDATA[Notícias de Paz Projeto do Pontão recebe prêmio do Ministério da Cultura O Seminário de Tecnologias Socioculturais, iniciativa do Pontão de Convivência e Cultura de Paz do Instituto Pólis, recebeu o Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais, concedido pela Secretaria de Cidadania Cultural, ligada ao Ministério da Cultura (MinC). &#8220;Este encontro visa a criação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">Notícias de Paz</span></h2>
<h3>Projeto do Pontão recebe prêmio do Ministério da Cultura</h3>
<p>O Seminário de Tecnologias Socioculturais, iniciativa do Pontão de Convivência e Cultura de Paz do Instituto Pólis, recebeu o Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais, concedido pela Secretaria de Cidadania Cultural, ligada ao Ministério da Cultura (MinC). &#8220;Este encontro visa a criação de uma nova cultura de participação para o desenvolvimento sustentável, por meio das trocas de experiências e saberes em tecnologias socioculturais e da articulação entre os Pontos de Cultura&#8221;, afirma Veridiana Negrini, da equipe do Pontão.<br />
<a href="http://convivenciaepaz.org.br/noticias/projeto-do-pontao-recebe-apoio-do-ministerio-da-cultura/">Saiba mais.</a></p>
<h3>Comissão Paulista se mobiliza para o Edital de 300 novos Pontos de Cultura no estado de São Paulo</h3>
<p>Nós da Comissão Paulista de Pontos de Cultura convidamos você a fazer parte deste significativo momento para consolidar os Pontos de Cultura como políticas públicas. O Programa Cultura Viva vem revelando a diversidade cultural do povo brasileiro na construção de sua identidade, e a relação direta entre esses fazeres culturais e a possibilidade de transformação social. Tendo a construção democrática como princípio fundamental.<br />
<a href="http://convivenciaepaz.org.br/noticias/comissao-paulista-se-mobiliza-para-o-edital-de-300-novos-pontos-de-cultura-no-estado-de-sao-paulo/">Saiba mais.</a></p>
<h3>Pontão participa de Conferência de Cultura em Hortolândia, interior de SP</h3>
<p>A cidade de Hortolândia, localizada na região metropolitana de Campinas, realizou sua 1ª Conferência Municipal de Cultura nos dias 18 e 19 de julho. A Comissão Paulista dos Pontos de Cultura participou da atividade com a mediação dos grupos de trabalho. Veridiana Negrini, do Pontão de Convivência e Cultura de Paz, fez a mediação do grupo que debateu o direito à cultura.<br />
<a href="http://convivenciaepaz.org.br/noticias/pontao-presente-na-conferencia-de-cultura-em-hortolandia/">Saiba mais.</a></p>
<hr />
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">No ar</span></h2>
<h3>Um ano de vida do Pontão de Convivência e Cultura de Paz: salvemos o sonho!</h3>
<p>Os gregos, antigos sonhadores de mundos, diziam que a poesia era a causa de qualquer coisa que passava do não-ser ao ser e não apenas o trabalho do poeta. Neste sentido, o Pontão tem a sua poética também. Quando começamos, há um ano, já havia a presença cultural do Instituto Pólis na reflexão e no debate público, na criação de redes culturais, enfim, no fortalecimento da cidadania cultural das localidades. A Cultura de Paz acontece como um desdobramento necessário e natural do seu trabalho, como aquele ingrediente vital para desencadear um processo ou abrir um novo ciclo. Dessa forma, o Pontão de Convivência e Cultura de Paz chegou para contribuir no fortalecimento de uma cultura de paz nos Pontos de Cultura, reforçando iniciativas e atitudes de paz, propondo e sistematizando tecnologias socioculturais de convivência, já presentes nas práticas dos pontos de cultura, que já praticam a cultura de paz.<br />
<a href="http://convivenciaepaz.org.br/artigos/um-ano-de-vida-do-pontao-de-convivencia-e-cultura-de-paz-salvemos-o-sonho/">Saiba mais.</a></p>
<hr />
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">Rápida</span></h2>
<p>Em 26 de julho, a Associação Mais Gente e o cursinho EnterUSP, realizaram uma oficina, no espaço Terra Natural, sobre o edital dos Pontos de Cultura do Estado de SP. O objetivo da atividade foi debater o que é ponto de Cultura e conhecer os conhecer programas do Ministério da Cultura voltados para a identificação de desenvolvimento de Pontos de Cultura. A oficina foi realizada por integrantes da Comissão Estadual e Nacional de Pontos de Cultura. Como participantes, estiveram presentes representantes da Cultura das cidades de São Paulo, Caieiras, Embu das Artes, Carapicuíba, Embu Guaçu, Santo André, São Bernardo dos Campos, e representantes das Associações: Mais gente, H2 M.O. R., Hip-Hop,Instituto Arapoty,Conegro de Itapecerica da Serra, Casa de Cultura Santa Tereza, Festa do Cavalo de Nóia Cidade Ademar, Instituto Entreatos de Paraisópolis, Clave de Sol, Cursinho Comunitário EnterUsp, Grupo Experimental de Teatro Embu, Teatro Popular Solano Trindade, Movimento Renovador Paulo VI do Embu Guaçu, Circulo Palmarino, Aishamahaila,Sociedade Ecológica Amigos do Embu, Produto Loco Hip -Hop, Associação Capão Cidadão. Os participantes tiram dúvidas de como preencher um Edital cultural, e sobre o programa Cultura Mais do Ministério da Cultura.</p>
<hr />
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">Agenda</span></h2>
<h3>1º Encontro de Artistas da Cidade Tiradentes acontece em agosto</h3>
<p>A primeira edição do evento acontece sábado, 1º de agosto, na Estação Juventude. A iniciativa vai reunir artistas e obras de vários segmentos, como música, teatro, áudiovisual, teatro, artes plásticas e dança. Os interessados em mostrar o próprio trabalho também podem inscrevê-lo e exibi-lo no encontro, que é promovido pelo Instituto Pólis, Associação Internacional de Educação Dramática e pela Rede Mundial de Artistas em Aliança.</p>
<p><strong>Data:</strong> 1º de agosto &#8211; das 9h às 18h<br />
<strong>Local:</strong> Rua Pedro Iovine, 161 &#8211; Cidade Tiradentes &#8211; São Paulo<br />
<strong>Inscrições:</strong> 11 2174-6840 / 11 2285-7739 ou por e-mail: artecultura@polis.org.br ou cjuventude180@gmail.com</p>
<h3>Oficina Municipal oferece curso de gestão da cultura</h3>
<p>O curso de seis horas será ministrado por Ronaldo Biachi, secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Cultura e pelo antropólogo João Roberto Costa de Souza, secretário de Educação em Jacareí. O objetivo da atividade é compreender a dinâmica da produção de bens culturais a partir da análise de experiências concretas e da discussão histórica da gestão municipal da cultura.</p>
<p><strong>Data:</strong> 7 de agosto &#8211; das 9h30 às 17h<br />
<strong>Local:</strong> Rua Padre Garcia Velho, 73 &#8211; conj. 61/64 &#8211; São Paulo<br />
<strong>Preço:</strong> R$ 350 (15% de desconto para pessoas da mesma instituição e 50% de desconto para estudantes)<br />
<strong>Inscrições:</strong><a href=" http://tinyurl.com/oficinamunicipal"> http://tinyurl.com/oficinamunicipal</a><br />
<strong>Mais informações:</strong> tel. (11) 3032-4330</p>
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		<title>Projeto do Pontão recebe apoio do Ministério da Cultura</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 17:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[  O Seminário de Tecnologias Socioculturais, iniciativa do Pontão de Convivência e Cultura de Paz do Instituto Pólis, recebeu o Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais, concedido pela Secretaria de Cidadania Cultural, ligada ao Ministério da Cultura (MinC).&#8221;Este encontro visa a criação de uma nova cultura de participação para o desenvolvimento sustentável, por meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>O Seminário de Tecnologias Socioculturais, iniciativa do Pontão de Convivência e Cultura de Paz do Instituto Pólis, recebeu o Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais, concedido pela Secretaria de Cidadania Cultural, ligada ao Ministério da Cultura (MinC).&#8221;Este encontro visa a criação de uma nova cultura de participação para o desenvolvimento sustentável, por meio das trocas de experiências e saberes em tecnologias socioculturais e da articulação entre os Pontos de Cultura. A proposta é a formação de agentes culturais vinculados aos Pontos que difundam os produtos culturais produzidos por eles&#8221;, explica Veridiana Negrini, da equipe do Pontão.</p>
<p>O projeto contou com a participação de especialistas em tecnologias socioculturais, além, é claro, de coordenadores de Pontos de Cultura. A dinâmica do seminário, que será realizado em novembro, será composta por apresentações artísticas e culturais. A proposta da atividade levou em consideração o cenário artístico e cultural do país, por isso, serão realizadas palestras, rodas de conversa e painéis onde as experiências nacionais serão apresentadas por área.</p>
<p>De acordo com a Secretaria, a comissão avaliadora composta por especialistas do MinC e da sociedade civil na área cultural, avaliaram os projetos seguindo os critérios de qualidade da programação, interação entre os Pontos de Cultura e os parceiros, perfil inovador e quantidade de público participante.</p>
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		<title>Pontão presente na Conferência de Cultura em Hortolândia</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 17:29:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[  A cidade de Hortolândia, localizada na região metropolitana de Campinas, realizou sua 1ª Conferência Municipal de Cultura nos dias 18 e 19 de julho. A Comissão Paulista dos Pontos de Cultura participou da atividade com a mediação dos grupos de trabalho. Veridiana Negrini, do Pontão de Convivência e Cultura de Paz, fez a mediação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>A cidade de Hortolândia, localizada na região metropolitana de Campinas, realizou sua 1ª Conferência Municipal de Cultura nos dias 18 e 19 de julho. A Comissão Paulista dos Pontos de Cultura participou da atividade com a mediação dos grupos de trabalho.</p>
<p>Veridiana Negrini, do Pontão de Convivência e Cultura de Paz, fez a mediação do grupo que debateu o direito à cultura.Neste coletivo os principais itens levantados foram: criar uma casa de cultura pública do município, com toda a infra estrutura necessária para apresentações, oficinas, debates e formação, de forma a englobar várias formas de manifestações culturais; promover a difusão e a circulação das manifestações culturais para além dos seus locais de atuação, garantindo que estas apresentações tenham o apoio da prefeitura; buscar parcerias com as escolas para garantir que se acrescente no currículo escolar aulas de cultura; incluir na grade curricular aulas de artes teóricas e práticas, onde se tenha além da informação, oficinas de diversas manifestações artísticas dentro das escolas, por exemplo aulas de teatro, dança, música, pintura.</p>
<p>Entre os temas discutidos, destacam-se Cultura, Cidade e Cidadania, Políticas Públicas para a Cultura e Direito à Cultura. A Conferência teve como objetivo a reflexão e a inclusão de propostas e aprovação do Plano Municipal de Cultura, além da criação do Conselho Municipal de Cultura e a eleição dos delegados para representar seus municípios na Conferência Estadual, ainda sem data prevista para ser realizada.</p>
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		<title>Comissão Paulista se mobiliza para o Edital de 300 novos Pontos de Cultura no estado de São Paulo</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 17:26:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nós da Comissão Paulista de Pontos de Cultura convidamos você a fazer parte deste significativo momento para consolidar os Pontos de Cultura como políticas públicas. O Programa Cultura Viva vem revelando a diversidade cultural do povo brasileiro na construção de sua identidade, e a relação direta entre esses fazeres culturais e a possibilidade de transformação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós da Comissão Paulista de Pontos de Cultura convidamos você a fazer parte deste significativo momento para consolidar os Pontos de Cultura como políticas públicas. O Programa Cultura Viva vem revelando a diversidade cultural do povo brasileiro na construção de sua identidade, e a relação direta entre esses fazeres culturais e a possibilidade de transformação social. Tendo a construção democrática como princípio fundamental.</p>
<p> </p>
<p>Atualmente temos 175 Pontos de Cultura no Estado de São Paulo, distribuídos em 61 municípios do estado, localizados essencialmente na Capital, Grande São Paulo e na Macrorregião de Campinas, o que é insuficiente diante dos 645 municípios de um Estado com cerca de 40 milhões de habitantes.</p>
<p>Com diretrizes claras o Ministério da Cultura se empenha em descentralizar a implantação de suas propostas para as políticas culturais. Entre elas está a realização de Convênio com a Secretaria Estadual de Cultura para 300 Pontos de Cultura. Neste convênio, 33,3% dos recursos totais serão financiados pelo governo do Estado e 66,6% dos recursos totais, serão financiados pelo MinC. Assim, do total de 54 milhões do convênio, 18 milhões de reais foram oferecidos pela Secretaria de Estado e 36 milhões de reais pelo Ministério da Cultura.</p>
<p>Na expectativa de efetivar a capilaridade prevista através da ação do Mais Cultura no Estado, a Comissão Paulista de Pontos de Cultura tem buscado participar das negociações para que efetivamente se promova o acesso ao edital de seleção de Pontos de Cultura de nosso Estado, tarefa árdua diante da extensão geográfica e da densidade populacional de nosso Estado. Dentro do processo de gestão compartilhada que se estabelece no Programa Cultura Viva, como co-responsáveis desta tarefa, a Comissão Paulista assumiu o compromisso de colaborar para sua realização e vimos assim, chamá-los a assumirem conosco tal compromisso. As tarefas centrais são as mobilizações e a participação em cada região do Estado e cidades, seja para os encontros de divulgação do edital promovidos pela Comissão Paulista de Pontos de Cultura, Secretaria de Estado da Cultura e Ministério da Cultura, seja para encontros promovidos pelas próprias redes locais.</p>
<p>Este é o momento de ampliarmos a abrangência do Programa no Estado de SP, descentralizar e construir a rede de empoderamento social. Aguardamos a participação e mobilização de todos e todas vocês neste processo.</p>
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		<title>Um ano de vida do Pontão de Convivência e Cultura de Paz: salvemos o sonho!</title>
		<link>http://convivenciaepaz.org.br/artigos/um-ano-de-vida-do-pontao-de-convivencia-e-cultura-de-paz-salvemos-o-sonho/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 15:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[  Os gregos, antigos sonhadores de mundos, diziam que a poesia era a causa de qualquer coisa que passava do não-ser ao ser e não apenas o trabalho do poeta. Neste sentido, o Pontão tem a sua poética também. Quando começamos, há um ano, já havia a presença cultural do Instituto Pólis na reflexão e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>Os gregos, antigos sonhadores de mundos, diziam que a poesia era a causa de qualquer coisa que passava do não-ser ao ser e não apenas o trabalho do poeta. Neste sentido, o Pontão tem a sua poética também. Quando começamos, há um ano, já havia a presença cultural do Instituto Pólis na reflexão e no debate público, na criação de redes culturais, enfim, no fortalecimento da cidadania cultural das localidades. A Cultura de Paz acontece como um desdobramento necessário e natural do seu trabalho, como aquele ingrediente vital para desencadear um processo ou abrir um novo ciclo. Não há dúvida de que a cultura brasileira, mesmo com o acolhimento já cantado em verso e prosa, é marcada fortemente pela violência no cotidiano, das estruturas de poder, violência simbólica e do imaginário.  A Cultura de Paz veio para mostrar outras formas de resolução do conflito, novas atitudes, filosofias de vida e paradigmas de mudança.Dessa forma, o Pontão de Convivência e Cultura de Paz chegou para contribuir no fortalecimento de uma cultura de paz nos Pontos de Cultura, reforçando iniciativas e atitudes de paz, propondo e sistematizando tecnologias socioculturais de convivência, já presentes nas práticas dos pontos de cultura, que já praticam a cultura de paz. </p>
<p>O Pontão chegou para estabelecer pontes entre redes, destas com os fóruns locais, destes com instituições governamentais &#8211; afirmando valores, princípios, formas de resolução pacífica de conflitos. Chegou também para potencializar pontos e construir políticas públicas de forma compartilhada.</p>
<p>Nesse primeiro ano começamos a desenvolver trabalhos em várias frentes: partimos para os Pontos de Cultura para ouvir os jovens, em 20 lugares diferentes nas várias regiões do país. Ouvimos para fortalecer práticas nos vários territórios, auscultamos culturas e poéticas locais, abrimos os braços para a subjetividade de pessoas, para discursos da tradição e das modernas manifestações culturais; auscultamos os desafios de ser jovem, a dificuldade no conviver e no fazer; andamos juntos por trilhas, ouvimos histórias dos griôs, nos comunicamos com os surdos, partilhamos a ingenuidade de crianças em alguns pontos, ouvimos os indígenas com atenção, compartilhamos da magia quilombola, voamos com os passos dos capoeiristas, nos emocionamos com a poesia urbana de jovens do hip hop. Ao todo mais de 500 pessoas, reunidas em rodas de dezenas de participantes conversaram de paz, escolheram objetos-símbolos dos seus pontos, fizeram mapas da convivência, identificaram atitudes de paz, sugeriram políticas públicas e novas formas de relação dos órgãos públicos com a cultura do lugar, a partir do empoderamento criativo. Ficamos maravilhados com a adesão aos encontros, a disposição para a conversa, a aceitação de nossos educadores, o reconhecimento de nosso trabalho. Uma inesquecível experiência de ouvir, muitas vezes o silêncio, outras a palavra agressiva, o rumor poético do lugar, a vida que se multiplica nas redes.</p>
<p>Participamos da Teia 2009, contribuímos para o debate, e a mobilização do GT de cultura de paz; participamos de ações e articulações da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e da Comissão Paulista dos Pontos de Cultura, facilitando diálogos, produzindo ideias, estimulando debates com os Pontos de Cultura, como foi o caso das mudanças da Lei Rouanet, necessária para a convivência da vitalidade cultural do Brasil com as novas oportunidades de financiamento público.</p>
<p>Realizamos também ao longo destes 12 meses, várias sessões de diálogo na sede do Pontão e em outros Pontos de Cultura, envolvendo ponteiros e também a localidade, em reflexões sobre inclusão dos jovens, testemunhos de enfrentamento da situação de uso de drogas com ações de cidadania cultural, cultura de paz, educação e políticas públicas.</p>
<p>Realizamos nos pontos uma pesquisa sobre convivência e cultura de paz identificando uma vitalidade de paz impressionante, já presente nos Pontos de Cultura, expressa em atitudes, valores e práticas. No futuro, podemos dizer certamente em relação aos pontos que &#8220;aqui se faz cultura de paz&#8221;.</p>
<p>O Pontão de Cultura transformou a paisagem cultural do Pólis, ao acolher jovens dos Pontos de Cultura, da Comissão Paulista, do próprio Ministério da Cultura, para debates, busca de informações, articulações e parcerias.</p>
<p>A partir do Pontão enviamos publicações culturais do Pólis e de nossas redes internacionais para mais de 20 Pontos que visitamos e outros que solicitaram. Criamos um site para apresentar o resultado das auscultas nos pontos e debates apresentados pelo Pontão, além de mostrar toda a nossa programação cultural. Através do site do Pólis multiplicamos a nossa visibilidade no país e em redes internacionais das quais o Instituto participa.</p>
<p>Foi uma apropriação lenta da gestão compartilhada, com desafios enormes, próprios dos limites gestionários do próprio edital, o rigor jurídico que muitas vezes engessa ações, frutos das leis do país ainda não preparadas para o tempo cultural, que é rápido, exigente, criativo.</p>
<p>Sentimos que falta ainda mais diálogo, a desburocratização de procedimentos de gestão governamental, agilidade da máquina pública, enfim a operação da política pública compartilhada. A própria entidade estranhou a presença ágil e criativa do Pontão, sem entender num primeiro momento os seus alcances e dinâmicas.</p>
<p>A qualidade cultural, política, poética e existencial deste trabalho deve-se a participação e envolvimento dos seus técnicos, ativistas e colaboradores voluntários, como foi o caso do Grupo Consultivo do Pontão que deu muitas ideias, opiniões, sugeriu caminhos de trabalho. Avançamos na criação de uma artemetodologia das Auscultas socioculturais &#8211; ouvir os rumores internos com arte, participação, construção de símbolos grupais, expressão dos sonhos presentes e visões de futuro, com valores e afirmação da cultura do ser e sugestão de novos caminhos- que continuaremos a desenvolver nos próximos anos. Participamos ativamente da articulação de pontos para que os Pontos de Cultura se constituam como política pública permanente, de Estado. Realizamos aproximações de redes que não se conheciam como entre aquelas mais voltadas para valores, as redes de paz, e as que envolvem jovens em seu protagonismo local, que mal se conheciam e que muitas vezes se desconheciam.</p>
<p>Certamente não estivemos sós nesse primeiro ano e devemos agradecer a muita gente: aos colegas do Instituto Pólis e a toda a equipe de cultura, à Célio Turino e à equipe da Secretaria de Cidadania Cultural, à Cecilia Garçoni e à representação regional do Minc em São Paulo, às CPPC e CNPC, ao Ipso, a Associação Palas Athena, a Rede Mundial de Artistas, a Guilherme Almeida, a Marisa Greeb, À Casa de Franciscos, a todos os colaboradores voluntários, particularmente ao Grupo Consultivo e a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, ajudaram no trabalho desse primeiro ano.</p>
<p>A todos a nossa energia de paz e reencantamento. Como Modigliani afirmava sobre o artista, acreditamos que o nosso real papel é salvar o sonho. Por isso acreditamos que a cultura de paz e convivência deverá ser a poética desses novos tempos de transição para um mundo mais justo e feliz.</p>
<p><strong>Equipe do Pontão de Convivência e Cultura de Paz</strong></p>
<p>PS: O um ano de vida do Pontão foi comemorado com uma animada festa junina que reuniu equipe, colaboradores, amigos, enfim, gente de paz. O arraiá celebrou as boas sementes plantadas neste primeiro período de trabalho.</p>
<p>Confira abaixo algumas imagens desta grande festa.</p>

<a href='http://convivenciaepaz.org.br/artigos/um-ano-de-vida-do-pontao-de-convivencia-e-cultura-de-paz-salvemos-o-sonho/attachment/ponts3/' title='ponts3'><img width="150" height="150" src="http://convivenciaepaz.org.br/wp-content/uploads/2009/07/ponts3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ponts3" title="ponts3" /></a>
<a href='http://convivenciaepaz.org.br/artigos/um-ano-de-vida-do-pontao-de-convivencia-e-cultura-de-paz-salvemos-o-sonho/attachment/ponts2/' title='ponts2'><img width="150" height="150" src="http://convivenciaepaz.org.br/wp-content/uploads/2009/07/ponts2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ponts2" title="ponts2" /></a>
<a href='http://convivenciaepaz.org.br/artigos/um-ano-de-vida-do-pontao-de-convivencia-e-cultura-de-paz-salvemos-o-sonho/attachment/ponts1/' title='ponts1'><img width="150" height="150" src="http://convivenciaepaz.org.br/wp-content/uploads/2009/07/ponts1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="ponts1" title="ponts1" /></a>

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		<title>Conviver em Paz # 14 &#8211; 18 de junho</title>
		<link>http://convivenciaepaz.org.br/boletins/conviver-em-paz-14-18-de-junho/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 14:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>

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		<description><![CDATA[Notícias de Paz Pesquisa promovida pelo Pontão investiga ações de cultura de paz nos pontos de cultura O trabalho realizado nesta primeira etapa do Pontão levou os conceitos de cultura de paz e da pedagogia da convivência a 20 pontos de cultura de todo o país, por meio das Rodas de Convivência. Mas o Pontão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="TEXT-ALIGN: center"><span style="color: #ff6600;">Notícias de Paz</span></h2>
<h3>Pesquisa promovida pelo Pontão investiga ações de cultura de paz nos pontos de cultura</h3>
<p>O trabalho realizado nesta primeira etapa do Pontão levou os conceitos de cultura de paz e da pedagogia da convivência a 20 pontos de cultura de todo o país, por meio das Rodas de Convivência. Mas o Pontão não parou por aí e promoveu também uma pesquisa que envolveu os mais de 800 pontos que integram o Programa Cultura Viva. &#8220;A intenção era identificar o modo como os pontos de cultura se referem e vivenciam a noção de cultura de paz, de diferentes olhares&#8221;, conta Alexandre Barbosa, um dos pesquisadores que integrou o projeto. Em entrevista, os pesquisadores que participaram do trabalho falam sobre as dificuldades, metodologias e conclusões dessa pesquisa que contribuiu consideravelmente para clarear, junto aos jovens, o conceito e as ações que fazem parte da cultura de paz.<br />
<a href="http://convivenciaepaz.org.br/noticias/pesquisa-promovida-pelo-pontao-investiga-acoes-de-cultura-de-paz-nos-pontos-de-cultura/">Saiba mais.</a></p>
<h3>Pontão presente na 1ª Conferência Municipal de Segurança Pública de São Paulo</h3>
<p>Realizada durante os dias 30 e 31 de maio de 2009, a 1ª Conferência Municipal de Segurança pública (CONSEG), organizada pela prefeitura de São Paulo, reuniu cerca de 400 pessoas, sendo 160 da sociedade civil, 120 trabalhadores de segurança pública e 120 gestores. O Pontão de Convivência e Cultura de Paz acompanhou toda a atividade, que teve como tema inicial de discussão os desafios para a segurança pública no Brasil e para promoção de uma sociedade igualitária e justa.<br />
<a href="http://convivenciaepaz.org.br/noticias/pontao-presente-na-1%c2%aa-conferencia-municipal-de-seguranca-publica-de-sao-paulo/">Saiba mais.</a></p>
<p> </p>
<hr />
 </p>
<p> </p>
<h2 style="TEXT-ALIGN: center"><span style="color: #ff6600;">No ar</span></h2>
<h3>Uma sensível avaliação das Rodas de Convivência e Cultura de Paz</h3>
<p>Nesta produção coletiva, a equipe do Pontão avalia a primeira etapa do trabalho realizado com as Rodas de Convivência e Cultura de Paz. O método da ausculta sociocultural usado nas atividades fez possível um diálogo mais intenso e poético com as pessoas que participaram das Rodas nos 20 pontos auscultados. O resultado é uma nova síntese e um saber comum sobre convivência e cultura de paz. De agosto de 2008 a abril de 2009, o desenvolvimento das auscultas realizadas pelo Pontão buscou promover a confiança entre os atores para possibilitar a construção de laços permanentes; o rompimento da distância entre pesquisador-pesquisado; o cultivo da cultura da construção comum; a confiança presente desde a convocação para a roda, a clareza dos objetivos, do processo, da devolução sociocultural; o ambiente de informalidade e espontaneidade estabelecendo um movimento lúdico, criativo, poético e artístico.<br />
<a href="http://convivenciaepaz.org.br/artigos/uma-sensivel-avaliacao-das-rodas-de-convivencia-e-cultura-de-paz/">Leia o texto na íntegra.</a></p>
<h2 style="TEXT-ALIGN: center">
<hr /></h2>
<h2 style="TEXT-ALIGN: center">
<span style="color: #ff6600;">Pontão Indica</span></h2>
<h2 style="text-align: left;">A Mudança de Sentido e o Sentido da Mudança</h2>
<p>Nesta obra, Pierre Weil aponta que os tempos marcados pela fome, violência, guerras, estresse, desemprego, aumento populacional, consumo desenfreado, mudanças climáticas, e poluição exigem mudança. Construir outro paradigma de desenvolvimento da sociedade se faz urgente e necessário. Mas qual a direção? Quando mudar e por quê? Estas e muitas outras indagações são levantadas pelo autor, que finaliza o livro indicando também uma mudança interior, na alma, para a libertação do medo, da tristeza e da depressão.<br />
<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=327966&amp;sid=01110024811618371817618925&amp;k5=2AEC05D6&amp;uid=">Saiba mais.</a></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center">
<hr /></p>
<h2 style="TEXT-ALIGN: center">
<span style="color: #ff6600;">Agenda</span><strong></strong></h2>
<p><strong>18 de junho: Cineclube Pólis exibe Videolência</strong></p>
<p><strong></strong><br />
O Cineclube Pólis dessa semana exibe o documentário Videolência realizado pelo coletivo NCA &#8211; Núcleo de Comunicação Alternativa , que integra o Circuito de Exibição de Vídeo Popular. A iniciativa busca somar esforços de diversos coletivos atuantes em São Paulo. O documentário faz uma reflexão sobre a recente manifestação audiovisual que a periferia propõe, discutindo os velhos padrões televisivos, política e sociedade. O grupo aborda de dentro do movimento de vídeo popular suas próprias deficiências e aponta os valores desta nova produção. A produção foi realizada coletivamente por Fernando Solidade Soares, Paulo Pucci, Diego FF. Soares e Daniel Fagundes.<br />
<strong>Data:</strong> 18 de junho &#8211; a partir das 19h<br />
<strong>Local:</strong> Instituto Pólis &#8211; Rua Araújo, 124 &#8211; Vila Buarque (esquina com a Gal. Jardim)<br />
<strong><em>Entrada franca</em></strong></p>
<p><strong><em></em></strong></p>
<h3 style="text-align: left;">Lançamento de edital de seleção para novos pontos de cultura em SP</h3>
<p>A Secretaria de Cultura do estado de São Paulo convida para o lançamento do edital de seleção para novos pontos de cultura para todo o estado paulista. Para participar é preciso a confirmação de presença.<br />
<strong>Data:</strong> 23 de junho &#8211; a partir das 11h30<br />
<strong>Local:</strong> Salão Nobre da Secretaria de Estado de Cultura &#8211; Rua Mauá, 51 &#8211; Luz<br />
<strong>Confirmar presença:</strong> ccultura@sp.gov.br ou 11 2627 8118</p>
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		<title>Pesquisa promovida pelo Pontão investiga ações de cultura de paz nos pontos de cultura</title>
		<link>http://convivenciaepaz.org.br/noticias/pesquisa-promovida-pelo-pontao-investiga-acoes-de-cultura-de-paz-nos-pontos-de-cultura/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 15:17:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho realizado nesta primeira etapa do Pontão levou os conceitos de cultura de paz e da pedagogia da convivência à 20 pontos de cultura de todo o país, por meio das Rodas de Convivência (leia artigo sobre essa avaliação). Mas o Pontão não parou por aí e promoveu também uma pesquisa que envolveu os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O trabalho realizado nesta primeira etapa do Pontão levou os conceitos de cultura de paz e da pedagogia da convivência à 20 pontos de cultura de todo o país, por meio das Rodas de Convivência <a href="http://convivenciaepaz.org.br/artigos/uma-sensivel-avaliacao-das-rodas-de-convivencia-e-cultura-de-paz/">(leia artigo sobre essa avaliação)</a>. Mas o Pontão não parou por aí e promoveu também uma pesquisa que envolveu os mais de 800 pontos  que integram o Programa Cultura Viva.  &#8220;A intenção era identificar o modo como os pontos de cultura se referem e vivenciam a noção de cultura de paz, de diferentes olhares&#8221;, conta Alexandre Barbosa, um dos pesquisadores que integrou o projeto.</p>
<p>A investigação mostrou que os pontos já desenvolvem a cultura de paz, mesmo que não a reconheçam claramente. Isso porque ainda existe um certo desconhecimento e estereótipo cercando a ideia de cultura de paz. &#8220;A grande descoberta da pesquisa foi perceber que todos os pontos trabalham com a noção de cultura de paz a partir das suas particularidades&#8221;, afirma Ana Paula do Val, outra pesquisadora da equipe.</p>
<p>A seguir, leia entrevista com os pesquisadores que participaram do trabalho. Eles falam sobre as dificuldades, metodologias e conclusões dessa pesquisa que contribuiu consideravelmente para  clarear, junto aos jovens, o conceito e as ações que fazem parte de uma cultura de paz.</p>
<p><strong>Por que  a opção de se fazer uma pesquisa quali e quanti sobre a questão da cultura de paz e convivência nos Pontos de Cultura?</strong></p>
<p><strong>Alexandre Barbosa -</strong> A intenção era identificar o modo como os pontos de cultura se referem e vivenciam a noção de cultura de paz, de diferentes olhares. Para isso, optamos por uma pesquisa qualitativa e quantitativa por acreditarmos que este seria o melhor instrumento para identificar as práticas destes grupos e apreender como elas dialogam ou não com a noção de cultura de paz.</p>
<p><strong>Quais foram as principais dificuldades durante o processo de investigação nos pontos?</strong></p>
<p><strong>Beatriz Vieira </strong>- As principais dificuldades durante o processo de investigação foi contactar  por e-mail ou telefone os pontos de cultura de todo o território nacional, pois há uma grande desatualização nos dados destes grupos nas bases disponíveis. Por outro lado, há uma grande saturação de pesquisas e questionários que são enviados a eles, o que acaba por desestimulá-los a responder novas pesquisas, que muitas vezes trazem conteúdos parecidos. Outra grande dificuldade da pesquisa foi com relação ao próprio tema a que ela se referia: a cultura de paz e pedagogia da convivência. Isto porque esta é uma temática  nova com a qual muitos pontos de cultura ainda não têm familiaridade.</p>
<p><strong>A parte instrumental da pesquisa foi realizada em três blocos. Qual a razão de usar este tipo de método?</strong></p>
<p><strong>Ana Paula do Val -</strong> Para a elaboração da pesquisa nos norteamos por dois caminhos: o do discurso e o da prática. Trabalhamos com insumos produzidos das bases conceituais e teóricas que orientaram todo o processo de elaboração do instrumental. Este foi o questionário, constituído em três blocos: a caracterização, práticas e cultura de paz e pedagogia da convivência.<br />
No primeiro bloco do instrumental fizemos a caracterização dos pontos de cultura. Identificação do ponto, do entrevistado, áreas prioritárias de atuação, público atendido, atividades desenvolvidas (contemplando faixa etária, número de vagas e freqüência das atividades), relações entre o ponto e seus usuários e a localidade, atividades de formação dos agentes culturais, outras relacionadas à economia da cultura e formas de gestão administrativa dos Pontos. Este primeiro bloco teve como objetivo identificar a maneira com que eles trabalham suas atividades, se o Ponto tem alguma interlocução com os usuários e as comunidades e se existem preocupações relacionadas à geração de renda através da cultura. Enfim, uma breve caracterização dos Pontos trouxe uma série de insumos para entendermos como eles se articulam no território e como estabelecem relações de convivência entre seus interlocutores e entre si.<br />
No segundo bloco relacionamos suas práticas cotidianas, os insumos teóricos e conceituais convencionados para a pesquisa e a diversidade tipológica e de públicos dos Pontos de Cultura. Neste momento, o objetivo foi identificar práticas de cultura de paz e convivência e como os pontos lidam com as questões referentes à exclusão social e violência, afirmação de identidade cultural, participação da comunidade na programação e funcionamento do ponto, como lidam com os conflitos e discriminação no seu dia a dia e sua relação com o meio ambiente e o protagonismo juvenil. Estas questões foram direcionadas ao dia a dia de cada Ponto de Cultura, com o objetivo de detectar estas temáticas na rotina e como elas são tratadas por eles e pelas comunidades. Este segundo bloco identificou se os Pontos de Cultura tratam ou não tais questões e de que forma, levando em consideração que tudo o que foi perguntado estava diretamente ligado à cultura de paz e convivência, sem falar claramente sobre a temática especificamente no questionário, pois a idéia era identificar outras práticas de paz e convivência, fora do contexto dos universalismos.<br />
O terceiro bloco foi responsável pelo que chamamos de formação e aproximação do tema com os Pontos de Cultura, sem perder de vista outras contribuições que os Pontos poderiam trazer, além dos que explanamos no bloco. Pela primeira vez falamos sobre a cultura de paz e convivência no questionário, pois até então só havíamos relacionado a temática às práticas cotidianas dos pontos, mas não tínhamos relacionado os temas com as perguntas. Nesta parte foram apresentados textos referentes à cultura de paz e convivência acompanhados de questões relacionadas aos mesmos. As questões formuladas que acompanharam os textos tiveram a preocupação de relacioná-los com práticas e personagens locais dos pontos de cultura.</p>
<p><strong>O discurso da cultura de paz e a pedagogia da convivência é algo novo para os jovens dos pontos. No entanto, a pesquisa fala que a prática desses grupos já promove uma cultura de paz. Qual a razão dessa &#8220;diferença&#8221;?<br />
Alexandre Barbosa &#8211; </strong> A diferença entre o discurso e a prática da cultura de paz e da pedagogia da convivência, principalmente entre os mais jovens, deve-se em, alguns casos, a um desconhecimento desta temática e, em outros, a uma desconfiança em relação à discussão mais geral e midiática sobre a paz. Muitos pontos de cultura, entretanto, praticam a cultura de paz principalmente por meio da promoção da diversidade local. Estes grupos apesar de praticarem a paz, não denominam suas práticas como tais.</p>
<p><strong>Depois de ouvir tantos pontos de cultura, qual a contribuição que você acha que essa pesquisa irá trazer para o fortalecimento da ação e do conceito de cultura de paz?<br />
Beatriz Vieira -</strong> A primeira forma de contribuir para este fortalecimento da ação e do conceito da cultura de paz é dar uma devolutiva da pesquisa para os grupos, para que os mesmos apontem questões ou discordem. Outra forma importante de fortalecer essa ideia é por meio da produção e divulgação de materiais informativos e didáticos sobre este tema, que contribua para ampliar a reflexão, pois a pesquisa revelou que praticamente todos os pontos de cultura encontram-se abertos a discussão do tema e querem receber materiais para saber mais. De certa maneira, a própria investigação contribuiu para gerar uma reflexão inicial entre os pontos de cultura que nunca tinham parado para pensar nesta noção de cultura de paz e no quanto suas práticas se alinhavam ou não a promoção da cultura de paz e da diversidade sociocultural.</p>
<p><strong>Os pontos podem trazer um novo olhar sobre a cultura de paz?<br />
Ana Paula do Val -</strong> Certamente que sim. A grande descoberta da pesquisa foi perceber que todos os pontos trabalham com a noção de cultura de paz a partir das suas particularidades. Os pontos de cultura desenvolvem, cada um a sua maneira, uma forma de praticar a paz a partir de suas ações locais.  Um dos pontos, ao tratar da importância de mostrar a força de sua cultura para se conseguir respeito e conquistar direitos, citou a frase de um ancião Xavante que ilustra bem esta questão: &#8220;ninguém respeita aquilo que não conhece&#8221;.</p>
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		<title>Uma sensível avaliação das Rodas de Convivência e Cultura de Paz</title>
		<link>http://convivenciaepaz.org.br/artigos/uma-sensivel-avaliacao-das-rodas-de-convivencia-e-cultura-de-paz/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 14:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao concluirmos o processo das 20 Rodas de Convivência (auscultas socioculturais), em 22 de abril de 2009, ainda em Belo Horizonte (MG), por um instante, em meio à beleza natural de um parque centenário, situado no centro da metrópole, foi possível refletir à sombra de uma árvore. Tudo ali era presença, quietude e possibilidades: pessoas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao concluirmos o processo das 20 Rodas de Convivência (auscultas socioculturais), em 22 de abril de 2009, ainda em Belo Horizonte (MG), por um instante, em meio à beleza natural de um parque centenário, situado no centro da metrópole, foi possível refletir à sombra de uma árvore. Tudo ali era presença, quietude e possibilidades: pessoas, animais, vegetação, flores e equipamentos de lazer e cultura. Conjunto vivo e mutável, convite a integração dos sentidos e da percepção cognitiva. Assim foi o processo das auscultas: único, um ensaio e um cantar de uma nova canção, um canto diferente que ressoa.</p>
<p>Convergência de novas mídias, de tecnologia social e cultural na convivência, para construção de outros paradigmas potenciais para a cultura de paz. Acesso, aprendizado coletivo, pesquisa legítima, apropriação de novas linguagens, divulgação e multiplicação são fatores necessários para ampliar redes sociais e de comunicação criativa. Todos esses fatores foram amplamente relacionados aos conteúdos surgidos nas Rodas de Convivência, o que proporcionou uma reflexão apurada para a aproximação das políticas públicas que mediam ações socioculturais.</p>
<p><strong>Ausculta Sociocultural &#8211; conceito e proposta</strong></p>
<p>A Ausculta sociocultural é uma técnica participativa de diálogo mais profunda que a escuta intercultural, onde temos atores diversos que se escutam. O resultado é uma nova síntese e um saber comum sobre convivência e cultura de paz. De agosto de 2008 a abril de 2009, o desenvolvimento das auscultas realizadas pelo Pontão buscou promover a confiança entre os atores para possibilitar a construção de laços permanentes; o rompimento da distância entre pesquisador-pesquisado; o cultivo da cultura da construção comum; a confiança presente desde a convocação para a roda, a clareza dos objetivos, do processo, da devolução sociocultural; o ambiente de informalidade e espontaneidade estabelecendo um movimento lúdico, criativo, poético e artístico, desde o início das ações. A diversidade e o entendimento de que um grupo é composto de várias singularidades e diferenças e o reconhecimento da contribuição individual de cada um foi essencial no processo. A centralidade do local de origem foi a premissa do trabalho, porque possibilitou um estar mais à vontade a partir de um pertencimento ao território e comunidade, o que tornou possível ao participante dizer e sentir o que percebe e intui.</p>
<p><strong>Critérios para a escolha </strong><br />
Segundo o Ministério da Cultura, existem cerca de 820 Pontos de Cultura no Brasil atualmente. Para a escolha de 20 deles, foram estabelecidos alguns critérios. A distribuição geográfica em diferentes regiões do país, a diversidade cultural e o público jovem foram os que prevaleceram. No que diz respeito a diversidade, buscou-se atingir comunidades indígenas, afrobrasileiras, movimento hip hop, novas tecnologias, culturas populares, estudantes, entre outros. Também foram considerados os Pontos que trabalham em rede, pois assim a ação é divulgada e ampliada, como no caso dos Pontos da rede da prefeitura de Diadema e Guarulhos.</p>
<p>Alguns já eram conhecidos por membros da equipe, outros indicados pelo MINC e parceiros. Em alguns casos, os próprios Pontos de Cultura solicitaram ser auscultados. Todos os escolhidos são considerados potenciais multiplicadores das ações de cultura de paz e convivência.</p>
<p>O Pontão buscou articular pontos no território e potencializar sua experiência. Articulamos cerca de 500 jovens em nossas atividades em 10 estados. Por volta de 150 pontos estiveram presentes em nossas ações (nos estados, na Teia, na Bienal de Cultura, no Fórum Social Mundial) e cerca de três mil pessoas participaram de nossos eventos no país. Se considerarmos o raio de ação através de nossos materiais e site, teremos um número ainda maior de atingidos.</p>
<p><strong>Abrangência </strong><br />
Certamente os números não explicam tudo. O mais importante é a relação com os paradigmas em construção. Levamos a estes pontos uma nova cultura que diz respeito aos grandes desafios contemporâneos que estão relacionados ao ato do conviver e da construção de uma cultura de não violência que aponta para a superação da violência direta, estrutural e cultural.</p>
<p>Pela primeira vez, nos pontos de cultura os jovens estiveram em contato com essas possibilidades de mudanças culturais. Através das Rodas de Convivência e Cultura de Paz lançamos o desafio de fortalecer a autoestima dessa juventude, sua capacidade criativa, sua autonomia, protagonismo e alternativas de convivência e resolução dos conflitos, além de povoar seu imaginário de poéticas intensas a partir da localidade. Ao mesmo tempo, operamos aproximações entre pontos de cultura por meio de encontros, diálogos e notícias no site. Através da Teia, do Fórum Social Mundial e de nossa presença na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e da Comissão Paulista de Pontos de Cultura, reverberamos nossa ação em rede, propondo atividades e políticas relacionadas com a convivência e cultura de paz.</p>
<p>A partir da reflexão de como as auscultas podem enriquecer e fortalecer a sociedade civil e subsidiar as políticas públicas culturais, concluímos que a artemetodologia das rodas de convivência contribui para legitimar o lugar central da cultura de paz em qualquer organização, entidade, movimento ou espaço. Fortalece, portanto, os diversos contextos para transformação da visão de cultura de guerra e paz na sociedade; facilita a mobilização de jovens e adultos para a importância do tema convivência e cultura de paz, presença na diversidade; bem como favorece o contato, a aproximação e o mapeamento de diversas expressões culturais alcançadas pelo Programa Cultura Viva através dos Pontos de Cultura (nas rodas de convivência e por meio da pesquisa quali-quantitativa; novas relações estado-sociedade; contribuição para as políticas públicas e construção de um paradigma de país; devolutiva para cada Ponto de Cultura através de relato e material de registro audiovisual, disponibilização de dados das rodas por meio de peças de comunicação e site do Pontão).</p>
<p>Desta forma, os resultados principais foram: adesão aos temas por parte dos pontos de cultura auscultados; a criação da cultura de uma Cultura de Paz como referência nos pontos de cultura; o fortalecimento das Atitudes de Paz; os Diálogos Interculturais; propostas de ações de Cultura de Paz; a formulação e as indicações para as políticas públicas de Cultura de Paz (discutidas e legitimadas a partir da sistematização e análise dos dados das auscultas socioculturais locais); pesquisa quali/quanti em 824 pontos de cultura e dos diálogos interculturais como base para construção de diretrizes e políticas.</p>
<p>Escolhemos o caminho de criar artemetodologias de cultura de convivência e paz para o início do trabalho para ouvir os jovens, auscultá-los com rigor, com sintonia fina, perceber os seus ruídos interiores para melhor compreendê-los. Percebemos que as políticas públicas são elaboradas sem auscultas, sem saber desses ruídos. Criamos uma ambientação poética para acolhê-los a partir da sua realidade cultural, por meio de um cenário em roda, com uma pedagogia da circularidade, em uma construção participativa, afetiva e emotiva, que possibilitasse o nascimento de uma relação de confiança e transparência. Abrimos possibilidades de criação simbólica (símbolo comum), um ambiente de desarmamento das mentes e de convergência de afetos; criamos um mapa da convivência e ouvimos os jovens sobre propostas de políticas públicas.</p>
<p>Por que artemetodologia das auscultas? Porque a arte trabalha subjetividades, sentimentos íntimos, grandezas existenciais, a vida como obra de arte e também como linguagem expressiva. E isso cria uma forte identidade com a vida dos jovens, seu imaginário criativo e seu anseio de pertencimento a linguagens e coletividades. A idéia é que esta artemetodologia esteja captando com suas antenas a realidade de outros atores e protagonistas, não apenas nos pontos de cultura.</p>
<p>As auscultas contribuíram efetivamente para revelar aspectos e práticas dos pontos de cultura e seus integrantes que compreendem: a promoção de diálogo intercultural; o empreendedorismo social e protagonismo juvenil crítico-criativo; interlocução entre diferentes gerações; a diversidade cultural e de identidades; a valorização do patrimônio cultural material e imaterial &#8211; registro e valorização da memória, tradição e história local; valorização das expressões e ambiente locais; incentivo às novas gerações pela transmissão de conhecimentos, práticas e formas de expressão tradicionais; promoção da produção coletiva e do trabalho cooperativo; acesso aos meios de fruição, empoderamento, produção e formação cultural; geração de formas alternativas de sustentabilidade no território.</p>
<p>Por outro lado, concluímos com as Auscultas Socioculturais, que os Pontos de Cultura já trabalham na perspectiva da cultura de paz: eles são verdadeiros pontos de paz, que desenvolvem atitudes de não violência e que ainda não tinham revelado a ligação com essa temática.</p>
<p>Finalizada a primeira etapa do projeto percebemos que ainda temos um horizonte pela frente de construção e conquistas. Nosso trabalho demonstrou a força de transformação que a cultura de paz pode assumir frente ao Programa Cultura Viva e pontos de cultura. Fica a questão: Qual é o ponto de paz e a paz no seu ponto?</p>
<p>As Rodas de Convivência e Cultura de Paz foram um caminho apropriado para esse primeiro ano de trabalho do Pontão de Convivência e Cultura de Paz. Ouvir, permitiu compreender a realidade em que nos situamos, nos aproximar dos Pontos de Cultura, das dinâmicas jovens, do pertencimento local e perceber as potências que estão sendo criadas pelo pontos numa atividade de fortalecer a diversidade cultural do país e &#8220;desesconder o Brasil&#8221;, como afirma Célio Turino &#8211; secretário da Cidadania Cultural (MinC), mostrando um país invisível e oculto, porém forte e vital.</p>
<p>* Este texto é uma produção coletiva da equipe do Pontão Temático de Convivência e Cultura de Paz</p>
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		<title>Pontão presente na 1ª Conferência Municipal de Segurança Pública de São Paulo</title>
		<link>http://convivenciaepaz.org.br/noticias/pontao-presente-na-1%c2%aa-conferencia-municipal-de-seguranca-publica-de-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Martha Elisa Lemos de Carvalho* Realizada durante os dias 30 e 31 de maio de 2009, a 1ª Conferência Municipal de Segurança pública (CONSEG), organizada pela prefeitura de São Paulo, reuniu cerca de 400 pessoas, sendo 160 da sociedade civil, 120 trabalhadores de segurança pública e 120 gestores. O Pontão de Convivência e Cultura de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Martha Elisa Lemos de Carvalho*</strong></p>
<p>Realizada durante os dias 30 e 31 de maio de 2009,  a 1ª Conferência Municipal de Segurança pública (CONSEG), organizada pela prefeitura de São Paulo, reuniu cerca de 400 pessoas, sendo 160 da sociedade civil, 120 trabalhadores de segurança pública e 120 gestores. O Pontão de Convivência e Cultura de Paz acompanhou todo a atividade, que teve como tema inicial de discussão os desafios para a segurança pública no Brasil e para promoção de uma sociedade igualitária e justa.</p>
<p>&#8220;Os desafios impostos pelo cenário deflagrado evidenciam o grau de complexidade que caracteriza o fenômeno da violência e da criminalidade urbana. As interpretações apontam um feixe variado de elementos explicativos: o a cesso difundido às armas de fogo e sua ilegalidade e a fragilidade das instituições no Brasil; uma sociabilidade construída sobre bases perversas, capaz de cristalizar uma cultura violenta da resolução de conflitos; a criminalidade transnacional, expressa pelo tráfico de drogas, armas e pessoas; as disparidades de ordem estrutural que ainda flagelam o país; além das políticas sociais que ainda não conseguem beneficiar, suficientemente, a sociedade no seu conjunto&#8221;, afirma o texto base da conferência (ver texto na íntegra: <a href="http://www.conseg.gov.br/">www.conseg.gov.br</a>)</p>
<p>O enfrentamento coletivo (Estado, gestores públicos, trabalhadores e sociedade civil) desta realidade é o desafio principal para a contenção da violência e promoção de uma nova realidade de convivência no território brasileiro. Discutir e apontar caminhos e sugestões para a construção de uma política nacional de segurança pública no Brasil, foi o desafio último da conferência que prevê o equilíbrio entre repressão e prevenção dos direitos da pessoa humana, bem como estabelecer um novo modelo de gestão pública na área de segurança. A segurança pública no Brasil deve constituir-se como direito social de garantia da liberdade de todas as pessoas.</p>
<p>Os eixos  temáticos se constituíram como instrumentos de gestão, visando efetivar a segurança como direito fundamental. Foram eles:<br />
Eixo I: Gestão democrática: controle social e externo, integração e federalismo<br />
Eixo 2 &#8211; Financiamento e gestão da política pública de segurança<br />
Eixo 3 &#8211; Valorização profissional e otimização das condições de trabalho<br />
Eixo 4 &#8211; Repressão qualificada da criminalidade<br />
Eixo 5 &#8211; Prevenção social do crime e das violências e construção da cultura de paz<br />
Eixo 6 &#8211; Diretrizes para o sistema penitenciário<br />
Eixo 7 &#8211; Diretrizes para o sistema de prevenção, atendimentos emergenciais e acidentes.</p>
<p>O Pontão participou das discussões do eixo 5, com a presença de aproximadamente 90 pessoas, entre trabalhadores e sociedade civil. O início do debate focou o tipo de violência estamos falando e vivenciando, a cultura de paz como direito humano de base, através do discurso compartilhado e da diversidade sociocultural. Os princípios norteadores do grupo foram: a política de segurança pública deve compreender as diretrizes dos direitos humanos e da cultura de paz; a superação da violência através da cooperação dos atores sociais; o Estado deve respeitar a diversidade da pessoa humana, desconstruindo esteriótipos. As diretrizes mapeadas compreendem: a efetivação de métodos de solução pacífica de conflitos e justiça restaurativa; aprofundar os estudos das causas da violência e da criminalidade padronizadamente; realizar pesquisa sobre cultura de paz, identificando ações que reduzam a violência de acordo com a especificidade territorial; que os poderes constituídos e a sociedade civil tornem-se cooperativos e não competitivos; educação e base familiar e escolar com atuação dos dirigentes, profissionais e sociedade civil sobre violência gerando conscientização a respeito do tema; políticas públicas para tratamento de indivíduos em conflito com a lei; e a necessidade de abordagem responsável dos temas de violência pela imprensa.</p>
<p>No domingo, 31 de maio, todos os eixos foram visitados pelos participantes que puderam votar nos princípios e diretrizes que considerassem fundamentais para serem encaminhados à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, que será realizada entre os dias 27 a 30 de agosto de 2009, em -<br />
Brasília &#8211; Distrito Federal. O padre Gunther Alois Zgubic &#8211; Coordenador Nacional da Pastoral Carcerária da CNBB foi eleito como o representante da sociedade civil que participará da Nacional. Já o Cardeal Augusto da Guarda Civil metropolitana foi indicado como representante para a Conferência Estadual.</p>
<p><strong>* Oficineira do Pontão Temático de Convivência e Cultura de Paz do Pólis</strong></p>
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