Uma grande festa marcou o lançamento oficial do Pontão Temático da Cultura de Convivência e Paz em 11 de agosto. O evento reuniu cerca de 130 pessoas no auditório do Instituto Pólis para celebrar o começo das atividades do projeto, um convênio entre o Programa Cultura Viva e o Instituto Pólis.
A exibição do documentário Promessas de um Mundo Novo, de Carlos Bolado, deu início às festividades da noite. Na mesa de abertura, estiveram presentes, Elisabeth Grimberg, representando a coordenação executiva do Pólis; Célio Turino, secretário de programas e projetos culturais do Ministério da Cultura; Cecilia Garçoni, chefe da representação regional do Minc em São Paulo; Hamilton Faria, poeta e coordenador do Pontão de Convivência e Cultura de Paz; e Robson Bonfim representante da Comissão Estadual dos Pontos de Cultura do Estado de São Paulo. “Este projeto nos fará crescer rumo a uma nova cultura de paz, focando nos jovens, os protagonistas destas mudanças”, disse Elisabeth.
Célio Turino falou sobre a história dos cerca de 800 pontos de cultura que existem hoje em todo o país e também sobre o caráter articulador e integrador do Pontão. “Os pontos de cultura ganharam vida própria e esse é o melhor indicativo do sucesso de uma política pública. Os pontos só se realizam quando atuam em rede e este é o trabalho do Pontão. Por isso, estamos em excelentes mãos com o trabalho do Pólis”, afirmou.
O tema da cultura de paz, a primeira vista pode causar estranheza para algumas pessoas, como aconteceu com Cecília Garçoni. Mas ao conhecer as idéias e práticas que estão neste conceito, ela mudou sua opinião: “temos vários pontões temáticos, mas esse era o que faltava. Estou maravilhada com a idéia do reencantamento do mundo. Tenho certeza de que este projeto será um sucesso”.
“Precisamos nos conhecer melhor, para juntos, construirmos um novo mundo e colocar em prática a cultura de paz”, acredita Robson Bonfim.
Em sua fala, Hamilton Faria contou como o Pólis, ao longo de seus 21 anos de vida, semeia a cultura de paz em seus projetos e que o Pontão pretende participar do movimento de mostrar toda a diversidade da cultura brasileira, integrando, por exemplo, o movimento sem terra a jovens do hip hop; quilombolas a indígenas. “Nem sempre a paz é compreendida. Ela não é a ausência de conflitos. A paz se dá na ação. Sem ela, não podemos criar um mundo poeticamente habitável. Mas o tempo da cultura de paz chegou”, afirmou o Hamilton.
A noite contou ainda com os depoimentos de Daniel Hylario e Elbert César, jovens da cidade Tiradentes e com apresentações artísticas de Eufradísio Modesto, contador de causos do Ponto Mutirão Jovem; com os músicos Dalton Martins e Felipe Guimarrães do ponto Casa de Música de Diadema, que tocaram Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Dorival Caymmi e Bené Fonteles. A celebração teve também uma leitura poética da obra da paranaense Helena Kolody e de Gandhi, um símbolo da não violência.
Para finalizar o evento, todos os convidados e convidadas se confraternizaram com um coquetel que também seguiu os princípios da cultura de paz: parte da produção foi do projeto Pão e Arte, cooperativa de mulheres da Pastoral da Saúde.
A atividade contou também com a colaboração do grupo Atitude, entidade criada há dez anos por jovens da cidade de Ceilândia (DF). Ponto de Cultura, a organização divulga a campanha “Minha atitude é ser da Paz”. O Atitude enviou pulseiras, símbolo do movimento, que foram distribuídas aos convidados e convidadas do evento.
Por Cristiane Gomes

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