Culturas populares, Mídia e Hospitalidade são discutidas nas Sessões de Diálogo de fevereiro

Dando sequência a sua programação de atividades, o Pontão Temático da Convivência e Cultura de Paz organizou em fevereiro Sessões de Diálogo que tiveram como objetivo relacionar diversos temas com a cultura de paz. A construção do imaginário social através da mídia, a questão da hospitalidade e as dinâmicas de grupos de cultura popular em São Paulo foram os assuntos discutidos.

Em 5 de fevereiro, José Luis Aidar Prado, professor do Programa de PósGraduação em Comunicação e Seminótica da PUC- SP, compartilhou sua pesquisa onde analisou o conteúdo das capas das principais revistas semanais do país: Veja, Época e Isto É. O objetivo da pesquisa foi verificar como a mídia manipula informações e constrói padrões e formas de se olhar o outro. Por meio da seleção de imagens presentes nas capas, as revistas reforçam preconceitos e estereótipos e estabelecem valores. “As fotos e ilustrações de capas e matérias apresentam, por exemplo, receitas de vitórias que são sempre individuais, ou mostram a miséria como sendo algo natural”, afirmou o pesquisador. Ele também apresentou o projeto do Hipermídia, site na internet que disponibiliza todas as informações relacionadas a pesquisa e que possui diversas linguagens como vídeo, aúdio e textos e um banco de dados.

Na semana seguinte foi a vez de Iara Moya tratar do tema hospitalidade, construção humana na relação com o outro e que está relacionada ao dar, receber e retribuir. Em sua apresentação, Iara mostrou a construção histórica e mítica do termo, além de compartilhar a visão de diversos autores sobre o assunto, como George Montandon que afirma que oferecer hospitalidade é descobrir e apreciar as próprias riquezas e características e que reconhecer o outro explicita a sua própria identidade. “As pessoas precisam aprender a serem hospitaleiras e não pensar isso como algo natural. No mundo em que vivemos, essa é uma construção 100% cultural”, disse Iara.

E encerrando o ciclo das Sessões de Diálogo de fevereiro, as pesquisadoras da PUC-SP Maria Celeste Mira e Elizabeth Murilho apresentaram a pesquisa Sociabilidade Juvenil e Práticas Culturais e Tradicionais na Cidade de SP. Durante um ano, as pesquisadoras realizaram um mapeamento dos grupos que desenvolvem atividades ligadas a cultura tradicional na metrópole. Além de conhecer a localização destes grupos, o objetivo era entender sua dinâmica e verificar se eles reproduziam a cultura de seu lugar de origem (no caso de imigrantes) ou de origem de seus pais (no caso dos filhos de imigrantes). Foram mapeados grupos como o Abaçai, Cachuera, Nzinga, Ilú Obá de Min, Zabandá, Batuntã e outros.


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