Pontão participa de 2a Conferência Internacional de Tecnologia Social, em Brasília

Cerca de 500 pessoas de dez países (Angola, Argentina, Brasil, Canadá, Espanha, México, Moçambique, Peru, Uruguai e Venezuela), estiveram reunidas em Brasília, de 15 a 17 de abril para participar da 2a Conferência Internacional de Tecnologia Social e do Fórum Nacional de Tecnologia Social. Organizada pela Rede de Tecnologia Social (RTS) em conjunto com a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), as atividades tiveram como objetivo estabelecer parâmetros para a viabilização das Tecnologias Sociais, integrando diferentes experiências internacionais e aprofundando a discussão conceitual sobre o tema. A integrante da Coordenação Executiva do Pontão, Veridiana Negrini, esteve no evento, que contou também com a participação de Adriano Borges, do Pólis. Em tempo: tecnologia social é uma metodologia, técnica ou produto que surge em processos de interação com a comunidade com o objetivo de apresentar soluções de transformação social.

Durante a mesa de abertura da Conferência, o coordenador geral do Departamento de Estudos e Divulgação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Roberto Marinho, lembrou a conexão entre tecnologia social e economia solidária. “O modelo de economia solidária abre espaço para criação de tecnologias sociais, dando respostas à crise, viabilizando empreendimentos como os bancos comunitários e as cooperativas de crédito”. Na ocasião, Marinho informou que o órgão aderiu formalmente à Rede de Tecnologia Social, juntando-se às outras oito instituições mantenedoras da Rede. Fundada em 2005, a Rede de Tecnologia Social reúne, articula e integra um conjunto de 695 instituições com o propósito de contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável mediante a difusão e a reaplicação em escala de Tecnologias Sociais. “Não existe a técnica ou a tecnologia de forma isolada. Ela está sempre em algum contexto e este é fundamental para seu sucesso ou não”, afirmou Jean Marc von der Weid, da ASPTA (Assessoria e Serviço à Projetos de Agricultura Alternativa).
Os grupos de trabalho foram realizados durante o Fórum, primeiro divididos em regiões e depois, por temas. Para isso, com 62 tecnologias sociais, que foram levantadas no dia anterior. Foram cinco diferentes áreas temáticas: agroecologia (da qual Adriano Borges participou); segurança alimentar; energias renováveis; cidades sustentáveis (acompanhado por Veridiana Negrini); água; agroextrativismo. O objetivo dos grupos era escolher as tecnologias que mais contribuíam para os três principais objetivos da RTS: transformação social, replicação e geração de trabalho e renda.

Além do Pontão de Cultura de Paz do Pólis, outros pontos de cultura participaram da atividade o que valorizou o Programa Cultura Viva como uma ferramenta que possibilitou o fortalecimento da política dos pontos, uma tecnologia social por natureza. Na listagem das 62 tecnologias sociais mais destacadas entre os participantes, os Pontos de Cultura se destacaram como uma TS completa, por promovem transformação social, geração de renda e serem completamente reaplicados. “Acredito que os Pontos de Cultura são mais do que uma tecnologia social. Podemos dizer que cada ponto promove uma tecnologia sociocultural, que entendo como todo produto, técnica, método ou ação transformadora criada para potencializar a criação, comunicação, formação, participação da coletividade e decisão sobre fazeres culturais, que busquem resolver carências socioculturais e tenham apropriações culturais criativas e impacto sobre as comunidades e territórios. Geralmente a simplicidade e a criatividade coletiva a partir de elementos da diversidade e dos saberes locais, são elementos formadores das tecnologias sociais. Desta forma, são sempre meios de aprendizagem e convivência”, acredita Veridiana que contou também que as Rodas de Conversa como meio de ouvir e trocar com o outro, foram muitas vezes citadas.

“A população precisa se apropriar das mais diversas TS, ter acesso a estas e outras formas de conhecimento, pois a partir do momento que compartilho e me empodero das tecnologias sociais, posso pensar em como construir, coletivamente, novas soluções para os mais diversos problemas”, finaliza Veridiana.


One Trackback

  1. [...] Cerca de 500 pessoas de dez países (Angola, Argentina, Brasil, Canadá, Espanha, México, Moçambique, Peru, Uruguai e Venezuela), estiveram reunidas em Brasília, de 15 a 17 de abril para participar da 2a Conferência Internacional de Tecnologia Social e do Fórum Nacional de Tecnologia Social. Organizada pela Rede de Tecnologia Social (RTS) em conjunto com a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), as atividades tiveram como objetivo estabelecer parâmetros para a viabilização das Tecnologias Sociais, integrando diferentes experiências internacionais e aprofundando a discussão conceitual sobre o tema. A integrante da Coordenação Executiva do Pontão, Veridiana Negrini, esteve no evento. “A população precisa se apropriar das mais diversas TS, ter acesso a elas e outras formas de conhecimento, pois a partir do momento que compartilho e me empodero das tecnologias sociais, posso pensar em como construir, coletivamente, novas soluções para os mais diversos problemas”, afirma Veridiana. Saiba mais. [...]

Comente este artigo

O seu email nunca será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

*
*



Ministério da Cultura Fundo Nacional de Cultura Cultura Viva Ponto de Cultura i -->