Vídeo Encontro de P@nteiros – 2010

Com três anos consecutivos de trabalhos com Redes de Paz e com representantes da sociedade civil e da rede Cultura Viva, o Pontão de Convivência e Cultura de Paz, lança agora mais um vídeo, produzido a partir do Encontro  de P@nteiros Multiplicadores de Convivência e Paz, que ocorreu entre os dias 18 e 20 de Junho de 2010, no município de Bragança Paulista, SP.

LEIA também, depoimentos dos participantes do Encontro.

Davy Alexandrisky – Episódio Aeroporto…

Olá pessoal…

…Nós três, eu, Alexandre e o Jackson, inteiramente afetados pelos últimos três dias exercitando Cultura da Paz, permanecíamos absolutamente tranqüilos, impregnados de PAZ. Não estou exagerando: éramos três ETs naquele universo de revolta. Três et’s conscientes dos seus direitos cidadãos, mas, na mesma medida, com a serenidade de quem treinou durante três dias para buscar soluções pacíficas, inspirado em Gandhi, tantas vezes citado durante os exercícios. Aliás, um belo “dever de casa” para quem aprendeu com a ser a mudança que queremos ver no mundo. Com a ajuda de vocês começamos a fazer a nossa parte na busca da Cultura da Paz: obrigado!”

Jenair Alves – Episódio Cachoeira Bom Jesus dos Perdões

…Bom, saímos de Bragança, chegamos em Bom Jesus dos Perdões, tivemos um pouco de dificuldade de achar a cachoeira, mas encontramos. Me espantou duas placas feitas artesanalmente na entrada do cercado da cachoeira. A 1ª dizia assim: “Propriedade privada, proibido trazer bebida” e a 2ª dizia: “Proibido fazer macumba”. Putz gente… como um ser um humano tem a coragem de privatizar um lugar tão bonito, tão belo, e que é da natureza… Na hora eu me lembrei das nossas discussões sobre intolerância religiosa, intolerância às manifestações culturais e dos apontamentos sobre ecologia humana. Ninguém pode ser dono de uma cachoeira… absurdo. Mas não nos contentamos com as placas e entramos numa boa. Não tinha ninguém lá mesmo pra nos barrar. Acho que todo o mundo tava vendo o jogo do Brasil… rsrsrs – menos a gente, claro.

Galera, vocês não imaginam que beleza de lugar… a cachoeira é linda, muitas quedas de água, tudo lindo… Certo lugar da descida, depois de curtir muito a água gelada, a gente sentou numa das pedras do lado da descida e eu orientei o Sérgio pra gente fazer o exercício de paz. Ficamos em absoluto silêncio… O sol batendo, a gente escutando o som da mata, o som da água, pássaros, sentindo o cheiro do lugar, olhando pra além do horizonte… Foi muito bacana. Ele adorou o exercício.”

Marina Duarte - Episódio Samba no Aeroporto

Olá, Gente me deu muita vontade de estar com vocês, com os meninos e com a menina, para fazermos um samba no aeroporto (imagina a cara dos funcionários..hehe) e gritar, desabafar, na água gelada da cachoeira. Árvore e fogos ficaram guardados na memória para a pratica de multiplica-los nos dias cotidianos, aqueles em que se passam os anos.”

Alexandre Luiz – Episódio: Blitz Policial..!?

Marina deu uma idéia de um samba no aeroporto um Samba da PAZ… O bloco da Paz irá pacificar o ambiente no aeroporto. Foi um excelente encontro saimos de lá com muitas informações sobre a convivência da cultura e paz agora é continuarmos agindo e interagindo, cada comunidade presente está com uma missão e a nossa missão será multiplicar a PAZ. Um exemplo de paz é o que a equipe do Polis fez, a inclusão social e cultural, ao contratar uma excelente profissional que nas mais árduas e percorridas horas me permitiu integrar de verdade aos companheiros ponteiros, isso mostra uma verdadeira convivência de cultura da paz, onde os povos se unem com toda harmonia. Nossa interação, nossos grupos de trabalhos, nossos jogos, nossas danças, nossas poesias, nossos versos, as frases de Dalai Lama, Martin Luther King de Gandhi e outros nos abriram a mente pela paz no mundo, realmente esse encontro valeu de verdade desejo parabéns pela equipe do Polis. Foi um imenso prazer em conhecer todos vocês e espero nos vermos sempre, e conhecer os outros ponteiros que por incidente não estiveram conosco neste encontro.”

Lucimar Weil – Episódio: Compartilhando Minha História (a bolsa no aeroporto)

Compartilho com vocês a angústia vivenciada na sala de embarque 1A, 1B, 1C, mas como cheguei em cima da hora, uf!!!! já fui chamada para entrar no portão 1C, às 20:10 e ai o avião decolou no horário marcado 20:30. E ai o exercício da cultura de paz nessa viagem de 4h:00 direto para Manaus. A minha cadeira no meio (21E) entre dois homens enormes… fortes… que me apertavam a cada hora que se mexiam durante o sono profundo… e fui aguentando … suportando… torcendo a cada minuto para o horário do pouso. Mas … o mais interessante mesmo nesse meu retorno à Manaus, foi na minha chegada ao Aeroporto, quando vivenciei a cultura de paz ao meu redor, a minha gente… essa é boa e quase inexplicável.

Ao sair da sala de embarque, cheguei próximo a uma lanchonete e deixei em cima do banco a minha bolsa com o nootebook, para pegar o celular e ligar para a minha filha me buscar no Aeroporto, esta me disse que já estava chegando e logo me dirigir para fora e espera-la. E o que aconteceu….. a bolsa com o notebook foi esquecida no banco da lanchonete. E eu só fui dar falta quando cheguei em minha casa, ao tirar a minha bagagem do carro. Ai foi a loucura… mas uma loucura serena… pensativa… agora o que fazer… volto ou não volto ao aeroporto. Então a minha filha me falou. Mãezinha… vc decide … se quizeres podemos retornar ao Aeroporto… E então eu falei: pois então vamos retornar pode ser que um anjo encontre a minha bolsa e a entregue na lanchonete para quando o dono vir procurar.

E seguimos… ainda bem que a minha casa não é muito longe do Aeroporto. Em tempo recorde… foi 30 minutos tudo isso. Retornei… e pasmem… a minha bolsa estava no mesmo local… na mesma posição que eu havia deixado. O Aeroporto lotado… a lanchonete arrodeada de anjos… anjos minha gente… protegendo essa ferramenta que me acompanha diuturnamente no meu trabalho.

Minha emoção foi grande… pois em nenhum momento passou em minha cabeça qualquer maldade que fosse natural se pensar… mas a minha confiança foi maior assim como a minha filha, meu genro e meu netinho que me acompanharam nessa trajetória… tod@s acreditando nas diversas possibilidades de uma cultura de paz em nosso meio ambiente.

Gente foi bom compartilhar com vocês eu precisava contar essa história e dizer que valeu muito esses momentos que passamos juntos, o aprendizado… a energia… a troca de saberes… Muita Paz e Belos Dias.”

Carla Silva – Episódio: Conexão

Olá meu queridos (as) !! Quero, antes de qualquer coisa agradecer pelo excelente final de semana que passei ao lado de voces, foi muito gratificante . 0s momentos de reflexão de paz, estou utilizando até agora, afinal o dia a dia nos põe a prova o tempo todo. Vamos manter a conexão e juntos achar as soluções diarias para os conflitos que estão por vir.”

Irene Macedo Faria – Episódio: Solidariedade

Estou, solidária com tod@s e (os), está em minha memória as nossas vivências e quero enfrentar o processo de disciplina diária da “Cultura de Paz” porque no nosso cotidiano enfrentamos diariamente em nossos Pontos muitos obstáculos ou seja desafios, peço a Veridiana, Marta a quem tiver em disponibilidade a Cartilha do B a Ba, Folder, filipetas, cartaz, etc…..da CULTURA DE PAZ me enviem por gentileza, quero iniciar aqui panfletagem, divulgação do processo de conscientização…tão necessário nos dias de hoje de forma generalizada… Abraços, Culturais com muita paz.”

Fabrício – Episódio: GT Cultura de Paz

Fico muito feliz por estar sintonizado com a energia da paz e do amor quando mantemos nossa mente limpa das maldades do mundo… Deus nos recompensa divinamente e nos faz refletir sobre nossa maneira de pensar… A nossa fé em Deus e no outro, “o Seu semelhante” mesmo que o não conheçamos nos traz resultados positivos como o da sua história. Aproveito esse momento para pedir licença a tod@s e encaminhar os seus e-mails a representante do GT Cultura de Paz na Comissão Nacional do PCs Maria Fulgência, que irá cadastrá-l@s na Lista do GT Cultura de Paz 2010. Bjos abraços!”

Renata Boniol – http://www.flickr.com/photos/renataboniolEpisódio Foto Composição – Mosaico

… Uma pequena (grande) lembrança…

Jackson Brum – www.flickr.com/jacksonbrumEpisódio: Relatório de Viagem

… O decorrer do sábado (19.06) foi de momentos de reflexão e troca de idéias. Retomamos elementos/propostas das escutatórias feitas nos estados. As mesmas foram sistematizadas e lapidadas para virarem propostas e ações reais. Dinâmicas e cirandas estavam presentes neste dia, momentos alegres e produtivos.”

24.06.2010: Samir Raoni – www.flickr.com/photos/samiraoniEpisódio: Relato mais que profundo.

… O intuito do Pontão foi proporcionar um compartilhamento de saberes, na perspectiva de uma construção coletiva e co-responsável para uma sociedade orientada pela prática do respeito, da solidariedade e dos valores da cultura de paz; e além disso pretendeu-se através da artemetodologia fundamentar ação-reflexão-ação, tendo como proposta instrumentar os participantes a transmitir valores, artes e saberes voltados para uma Cultura de Paz, que legitima o fazer e a cidadania culturais. Por isso que o Pontão teve como forma de seleção pessoas que já tivessem desenvolvido ações que tivessem como tema a cultura de paz, e que pudesse participar deste encontro e potencializar a multiplicação de convivência e paz em seu território. O dia 18 foi para recepcionar os ponteir@s que vinham de todos os cantos do Brasil. Eu em especial vim de Belém do Pará, meu vôo estava marcado para as 08:00hs da manhã, mas na hora de fazer check in à agente de viagem não encontrou meu nome que geralmente vem como Silva Samir ou Samir Silva, e ela não encontrou com nenhum dos dois, depois de mais de 30 minutos de procura ela resolveu me encaminhar a central da Gol, onde esperei uma fila de mais 30 minutos, quando a outra agente achou meu nome ela disse que estava como Raoni Samir, a essa altura eram 09:00 hs em ponto, e não dava mais para eu embarcar no avião, ela me pediu desculpas e disse que ia me colocar no Vôo de 15:20 hs com chegada em São Paulo as 19:30 hs. Com essa situação em meu caminho não desanimei, fui para a internet e enviei um e-mail para o instituto Pólis explicando o ocorrido e pedindo informações do que fazer, já que o ônibus ia sair do Pólis com todos rumo a Bragança Paulista as 16hs… Toda essa magia proporcionou um envolvimento muito grande entre todos. O que estimulou muitos momentos iluminados por depoimentos e histórias de vida que deram novos tons em nosso papel de vida e registro dos dias que sempre nos tocam como tinta de vida pintando por onde passa a expressão que fala por todos os sentidos, com todo o sentir, permitir que a cultura de paz seja regada pelos jardineiros da paz.

Pela manhã iniciamos o encontro com a vivência Sentidos da Paz, dinâmica onde ao invés de falarmos de onde éramos, de qual ponto de cultura e o que fazíamos, fomos convidados a ficar 15 minutos em pleno estado meditativo, em silêncio, após essa canalização regada por frases de Dalai- Lama semeada pela oficineira Martha Lemos abrimos os olhos e fomos convidados a escrever uma palavra, frase, texto no bloco de anotações dado pelo Pólis. Aqueles 15 minutos foram tão tocantes, profundos para mim, pensei e respirei a existência o universo suas partículas de amor incondicional, invisível que quando olhei para a caneta e o papel a primeira palavra que me veio na mente foi silêncio, seguido dela uma frase se expressou em meus sentidos: O silêncio cura. Foi quando comecei a escrever o texto que segue em baixo:

Silenciar as várias vozes para ouvir a voz traduzir o meu espírito. Fechar os olhos para dentro de mim é desanuviar, é me reconhecer em minha ecologia interna, em meu conectar com aquilo que faz sentido (sistemicamente), tornando cada partícula oxigenada pela respiração em uma ecologia profunda, hoje minha, ontem sua”.

…Levantamos nas auscultas socioculturais um consenso do caminho que devemos seguir para uma cultura de paz, e ele é aposto a todo e qualquer tipo de violência, opondo-se a tudo o que sugere desequilíbrio, competição, conflito, ganância, individualismo, domínio, destruição, expropriação e conquistas materiais indevidas e desequilibradas em termos de mudança e transformação da sociedade ou do ambiente. Assim, o que destacamos como valor da construção de uma cultura de paz no sentido mais generoso e amplo foi proporcionar uma nova maneira igualitária, livre, justa, inclusiva e solidária visando a união das pessoas na construção de seu mundo social, ao mesmo tempo em que lidam, manejam ou transformam sustentavelmente os ambientes onde vivem e que dependem para viver e conviver, e a cultura de paz deve ser uma semente regada por esses valores. Essa foi nossa ação coletiva desenhar sonhos possíveis para as Políticas de Paz. Essa marginalidade que vivemos, no sentido de viver a margem de um sistema que exclui e que tem uma estrutura que precisa ser reinventada por todos que integram sua estrutura, nos propõe duas opções 1) a decisão pela mudança de paradigma indo ao encontro da uma cultura de sustentabilidade e paz; 2) uma padronização do pensamento, do comportamento e da forma negativista de lidar com essa atual crise que de percepção que vivemos nessa era. Esse é um assunto que deve estar sendo debatido em todos os lugares possíveis.

Devemos nos perguntar mais vezes: Qual cultura queremos de fato vivenciar? E o que fazer para obter mudanças nesses essenciais para essa Cultura de Paz?

Todas essas questões apontaram para alguns diagnósticos.

1)Que todo ponto de cultura é um Ponto de Paz

2)Que temos de ter como referência ao menos uma pessoa de cada ponto de cultura dos mais de 2500 existentes no Brasil para fazer esse intercâmbio de tecnologias sociais e desafios na promoção da cultura de paz.

3)Da necessidade da integração de uma Rede Nacional de Cultura de Paz, tendo em vista todos esses agentes já identificados na Rede de Pontos de Cultura, tendo como ponte o Gt de Cultura de Paz iniciado na Teia de 2008 que teve como primeira ação a criação de uma rede virtual com principio de gestão compartilhada que no primeiro momento colocou todos que participaram do GT de Cultura de Paz da Teia 2008, mas que agora com esse Encontro de Ponteiros de Convivência e Cultura de Paz que aconteceu em Bragança Paulista vai ser incluso todos os participantes nessa lista http://groups.google.com.br/group/pontos-de-paz e o e-mail pontosdepaz@googlegroups.com.

Esses são temas que vem dentro de uma proposta de cidadania cultural e cultura de paz que tende a se fortalecer se levada em consideração os territórios.

… O mais interessante do encontro é que participaram diversos pontos de cultura do Brasil, tendo Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e São Paulo. Cada um desses estados tem vários agentes que nos seu cotidiano praticam a cultura de paz, trazendo para o encontro a memória e a história de suas comunidades, cada qual desenvolve uma tecnologia social para sua realidade bio-regional, através de uma ótica mais coletiva, solidária e participativa….

O encontro foi a oportunidade de rever vários amigos como Mãe Beth de Oxum do Ponto de Cultura Coco da Umbigada(Olinda-PE), Lucimar Weil do Ponto de Cultura Pé Na Taba de Manaus (AM), Davy do Ponto de Cultura Campus Avançado de Niterói (RJ), Tim do Hip Hop (SP) e Veridiana, Martha, Wanda e Hamilton do Pontão ded Convivência e Cultura de Paz (SP), e conhecer outros como Marina Duarte do Pontão 7 cidades de Diadema(SP), Carla da Casa do Hip Hop e Jackson Burn do Ponto de Cultura Diversas (Porto Alegre), Alexandre Luiz do Ponto de Cultura Palavras Visiveis e Alê Scarpim.”


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